sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Aceito.



Eu não sei explicar muito bem o que foi que aconteceu (...)
naquela tarde de sol - noite de chuva, guarda chuvas.
Eu sei que pregou uma peça em mim.
Algo estranho. Inquietante.
Feliz ás vezes.
E intrigante.
Me assusta um pouco, por medo de saber o que é.
Confuso. Cheio de linhas.
A melodia me envolvia no meio dos tons.
Me cobria, como um lençol.
Entrava em mim como ar.
Aceitei o então.
Plenitude e calmaria.
Comia e bebia, mas te ouvia.
Bebia as palavras, comia os nuances.
Chovia forte, passou as horas, mas nem percebi que já era noite.
Que já era tarde.
Que já devia estar em casa, enquanto estava alí, contigo.
As luzes da cidade brilhavam no asfalto, era radiante.
Um Abraço é tudo.
Contornando com os olhos o traço do perfil.
Como aquele que toca firmemente.
Teu cheiro grudou em mim
Me lembra as nuvens.
Coisas tuas ás vezes invadem o meu dia.
O meu pensamento.
O meu riso.
Meu silencio.
O meu eu.

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